
Existem dois tipos de pessoas no mundo: as que estendem a roupa no varal pensando na praticidade e as que transformam uma tarefa doméstica em um verdadeiro projeto de engenharia. De um lado, temos a pessoa que usa dois pregadores para garantir que o vento não leve a roupa embora. Do outro, temos o ser humano econômico, que olha para o segundo pregador e pensa que aquilo é um desperdício absurdo de recursos naturais. Afinal, se um pregador já está segurando a roupa, para que gastar outro? Aparentemente, a física que lute para resolver o restante.
O mais engraçado é que essa diferença de comportamento provavelmente aparece em todas as áreas da vida. Enquanto uma pessoa usa dois pregadores para dormir tranquila, a outra economiza um e depois passa a tarde inteira fiscalizando a previsão do tempo. É o mesmo tipo de gente que coloca pouca pasta de dente na escova, guarda sacola dentro de sacola e corta o tubo de creme dental quando ele parece vazio. Não é economia, é um estilo de vida baseado na confiança excessiva em objetos de plástico. No fim, o verdadeiro teste de compatibilidade de um casal talvez não seja descobrir se gostam das mesmas músicas, mas observar quantos pregadores cada um considera necessários para pendurar uma camiseta.
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